Boa noite!
Há mais de 100 newsletter atrás, pesquisei o significado de uma lista de palavras que tinha apontado, ao longo do tempo, nas notas do telefone.
Desde aí já muitas outras apontei, durante as minhas leituras.
A verdade é que sinto que o meu vocabulário em português é cada vez mais diminuto, principalmente devido ao facto de ler 80% dos livros em inglês.
Por essa razão, hoje fui ver o significado de um conjunto de palavras que, ao longo do tempo, fui apontando e trago-vos não só a sua definição como um exemplo de como as usar.
Uma dica: não apenas leiam o que está abaixo. Apliquem-no. Façam o desafio de todos os dias utilizar uma palavra nova. Só assim o nosso cérebro interioriza o seu significado e elas começam a fluir naturalmente.
Tal como avisei na minha anterior newsletter, “apesar de ser bom para alargar o vocabulário e melhorar a variação de palavras, nada bate a simplicidade de discurso. […] o meu conselho é: usem-nas de forma moderada. Utilizar palavras ‘caras’ só porque sim, é snob e torna a mensagem mais difícil de ser compreendida.”
Posto isto, aqui vai:
1. Loquaz — que fala muito, tagarela.
Exemplo: Assim que ganha confiança, ela torna-se incrivelmente loquaz e não há quem o pare.
2. Lacónico — que se exprime com muito poucas palavras, breve.
Exemplo: Perguntei-lhe como tinha corrido a viagem e a resposta foi lacónica: “Bem.”
3. Sagaz — esperto, perspicaz, que percebe as coisas rapidamente.
Exemplo: Foi preciso um detetive sagaz para reparar naquele pormenor que ninguém tinha visto.
4. Perscrutar — examinar ou observar algo com muita atenção, tentando descobrir o que não é óbvio.
Exemplo: Ela perscrutou o rosto dele à procura de um sinal de que estava a mentir.
5. Vicissitude — mudança ou altos e baixos que a vida vai trazendo.
Exemplo: Apesar de todas as vicissitudes do último ano, mantiveram-se unidos.
6. Diáfano — transparente, tão fino que deixa passar a luz.
Exemplo: As cortinas diáfanas deixavam o quarto banhado numa luz suave.
7. Prolixo — que se estende demais, com palavras a mais e pouco conteúdo.
Exemplo: O relatório era tão prolixo que só ao fim de dez páginas percebi a ideia principal.
8. Recôndito — escondido, difícil de alcançar ou de encontrar.
Exemplo: Guardava aquela memória num canto recôndito da mente.
9. Volúvel — que muda de ideias ou de humor com facilidade.
Exemplo: É demasiado volúvel para se decidir: hoje quer uma coisa, amanhã quer o contrário.
10. Impávido — que não sente ou não mostra medo, destemido.
Exemplo: Manteve-se impávido enquanto todos à volta entravam em pânico.
11. Serendipidade — o dom de fazer descobertas felizes por acaso.
Exemplo: Conhecemo-nos por pura serendipidade, numa fila de supermercado.
12. Quimera — um sonho ou ideia impossível de concretizar, uma ilusão.
Exemplo: Achar que ia ficar rico da noite para o dia não passava de uma quimera.
13. Inefável — tão intenso que não se consegue exprimir por palavras.
Exemplo: A alegria de o ver dar os primeiros passos foi, para mim, inefável.
14. Bucólico — relativo ao campo, tranquilo e simples.
Exemplo: Passámos o fim de semana numa aldeia bucólica, longe do barulho da cidade.
15. Melífluo — suave e doce como o mel, sobretudo a falar de uma voz ou de palavras.
Exemplo: Adormecia facilmente ao som daquela voz melíflua a contar-lhe histórias.
Como disse lá em cima: não deixem estas palavras apenas no papel.
Escolham uma ou duas que vos tenham chamado a atenção e tentem usá-las esta semana, numa conversa ou numa mensagem.
É essa a melhor forma de as tornar verdadeiramente vossas.
Por hoje é tudo.
Até quarta,
Francisco

Leave a Reply