118# Signos: treta ou verdade?

Boa noite!

Todos nós conhecemos alguém que acredita muito nos signos e alguém que acha que é a maior treta à face da terra.

Eu sempre estive no meio, adotando uma perspetiva agnóstica sobre o tema. Isto porque, por um lado, já ouvi imensas coisas que fazem sentido e, ao mesmo tempo, odeio sentir que as pessoas estão a colocar-se em caixinhas fechadas.

A verdade é que nunca explorei o tópico a fundo. Por isso, decidi ir em busca da verdade (se é que ela existe), e fui pesquisar a fundo sobre o tema, para vos poder resumi-lo nesta newsletter.

Quando se fala em signos, a maioria das pessoas associa automaticamente à astrologia ocidental e ao horóscopo que aparece nos jornais. 

No entanto, descobri, a origem deste sistema remonta à Babilónia, há mais de 2.000 anos, quando astrónomos e sacerdotes mapearam os movimentos dos corpos celestes e dividiram o céu em doze secções, cada uma associada a uma constelação — os signos do zodíaco.

Segundo a astrologia, o momento exato do nascimento determina não só o signo solar (o mais conhecido), mas também a posição da Lua, de Mercúrio, Vénus, Marte e dos restantes planetas, bem como o ascendente e as casas astrológicas. 

A ideia central é que estas posições influenciam profundamente a personalidade, os traços emocionais, os relacionamentos e até o destino de uma pessoa.

Por exemplo, uma pessoa nascida sob o signo de Carneiro será, segundo a astrologia, mais impulsiva e energética, enquanto alguém Balança (como eu) tenderá a procurar equilíbrio e harmonia. 

No entanto, os astrólogos insistem que a personalidade completa só pode ser compreendida analisando o “mapa astral” completo — uma espécie de fotografia celeste tirada ao minuto do nascimento.

É também por isso que duas pessoas do mesmo signo podem parecer completamente diferentes: porque os restantes elementos do mapa, como o ascendente ou a posição da Lua, moldam camadas distintas da personalidade. O ascendente, por exemplo, é visto como a forma como nos mostramos ao mundo, enquanto a Lua revela padrões emocionais mais íntimos.

Algumas pessoas usam os signos como ferramenta de autoconhecimento ou para refletir sobre relacionamentos, carreira e fases da vida.

Mas a grande questão permanece: há alguma base científica para tudo isto?

A resposta curta é não. Vários estudos científicos (ver: aquiaqui e aqui) tentaram validar a astrologia como método de previsão ou caracterização de personalidade e não encontraram evidência fiável. 

A psicologia moderna aponta que a maioria das descrições astrológicas são vagas o suficiente para que qualquer pessoa se identifique com elas — o chamado “efeito Forer” ou “efeito Barnum”. Um exemplo comum: “És uma pessoa que valoriza a independência mas também precisas de afeto” – uma frase que pode aplicar-se a quase toda a gente.

Além disso, do ponto de vista astronómico, as constelações do zodíaco já não estão exatamente onde estavam quando o sistema foi criado, devido ao fenómeno (que eu não conhecia) da precessão dos equinócios. Ou seja, os signos estão hoje “desalinhados” em relação às posições reais das constelações no céu.

Ainda assim, milhões de pessoas continuam a consultar os signos e o horóscopo. Não porque acreditem em previsões literais, penso eu, mas porque encontram neles um espelho, uma forma de pensar sobre si próprias ou até uma desculpa divertida para certos comportamentos.

Espero que os meus subscritores que acreditam em signos não deixem de apreciar esta newsletter semanal. Se tiverem uma tese contraditória, por favor não hesitem responder a este email! Adorava ouvir o vosso ponto de vista.

Acabei, também, por encontrar este vídeo interessante, que vos recomendo.

Por hoje é tudo.

Até quarta,

Francisco

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