Olá!
Hoje começo por contar-vos um segredo íntimo: eu tenho cócegas!
No entanto, nunca percebi porquê, apenas tenho.
Como nesta newsletter tenho a capacidade de discorrer sobre tópicos altamente importantes, mas também sobre temas que não servem para nada mais do que ocupar o cérebro com informação pouco útil, é sobre cócegas que vos escrevo hoje.
Fui então pesquisar e descobri que as cócegas são uma reação natural do nosso corpo a estímulos leves em zonas sensíveis da pele, como axilas, pés ou pescoço.
E que, apesar de virem muitas vezes acompanhadas de risos, a sua origem está ligada a mecanismos de defesa.
Quando alguém nos toca de forma inesperada, terminações nervosas na pele enviam sinais ao cérebro. Ele interpreta o estímulo como uma potencial ameaça e ativa respostas instintivas, como rir, contorcer-se ou recuar.
É por isso que não conseguimos fazer cócegas a nós próprios: o cerebelo antecipa o movimento e avisa o cérebro, que deixa de considerar o toque um perigo.
Algumas teorias indicam que as cócegas ajudaram os nossos antepassados a reagir a insetos ou predadores rasteiros.
Mas há também uma função social associada às cócegas. Em crianças, por exemplo, elas reforçam o vínculo com os cuidadores e podem até estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional.
Ainda assim, nem todos gostam (claro). Algumas pessoas sentem cócegas como um desconforto ou até como algo invasivo. Isso depende da sensibilidade nervosa e da forma como o cérebro de cada um processa o toque.
Se as cócegas forem muito intensas ou persistentes, o corpo pode reagir com gritos, espasmos e vontade de urinar – um clássico nos miúdos. Em excesso, deixam de ser brincadeira para se tornarem agressão.
Para reduzir a sensação, há quem coloque a mão sobre a de quem faz as cócegas. Isso pode “enganar” o cérebro e reduzir a intensidade da reação, embora não funcione para toda a gente.
Para minha infelicidade, também não há como “treinar” o corpo para deixar de sentir cócegas. O máximo que podemos tentar é antecipar o estímulo e manter o autocontrolo — o que nem sempre é fácil.
Historicamente, houve casos de cócegas usadas como forma de tortura.
As zonas mais sensíveis variam de pessoa para pessoa, mas geralmente são áreas expostas ou com mais terminações nervosas. É o caso das plantas dos pés, barriga, pescoço e virilhas.
No fundo, para mim, as cócegas mostram como o toque mais simples do mundo pode ser algo poderoso. Tanto para criar laços e rir em conjunto, como para lembrar que o corpo também sabe dizer “não”.
Por isso, já sabem, não torturem as pessoas com esta brincadeira aparentemente inofensiva.
Ou então torturem, deixo ao vosso critério 😉
Deixo ainda 2 vídeos que assisti quando estava a fazer pesquisa e que achei interessantes – aqui e aqui.
Por hoje é tudo.
Até quarta,
Francisco

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