Hello!
Dei por mim a pensar que, quando os EUA decidiram desocupar o Afeganistão, só se ouvia falar dos Talibãs, porque foram eles quem tomaram posse do governo do país.
No entanto, a verdade é que não sei muito sobre eles. Quem são? O que fazem? Como nasceram enquanto organização?
São tudo perguntas para as quais não tinha respostas. Se tu também não, então esta newsletter é para ti.
Não surpreendentemente, os Talibãs são um grupo fundamentalista islâmico originário do Afeganistão.
O nome “talibã” significa “estudante” em pashto, referindo-se aos seus membros fundadores que estudavam em escolas religiosas.
O grupo surgiu no início da década de 1990, durante o caos que se seguiu à retirada das forças soviéticas do Afeganistão.
A sua promessa era restaurar a ordem e aplicar a sharia, a lei islâmica.
Com o apoio do Paquistão, os Talibãs rapidamente conquistaram território. Em 1996, tomaram a capital, Cabul, e instauraram um regime baseado numa interpretação extremamente rigorosa do Islão.
Durante o seu governo (1996-2001), os direitos das mulheres foram praticamente anulados (tal como está a acontecer agora). As raparigas foram impedidas de estudar e as mulheres proibidas de trabalhar fora de casa.
A aplicação da lei incluía castigos severos como apedrejamentos, amputamentos e execuções públicas. A cultura e a liberdade de expressão foram drasticamente reprimidas.
Os Talibãs deram abrigo a grupos terroristas como a Al-Qaeda. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e derrubaram o regime talibã.
Nos anos seguintes, os Talibãs mantiveram-se como uma força insurgente. Gradualmente, voltaram a ganhar território, aproveitando-se da instabilidade e da corrupção no governo afegão.
Em agosto de 2021, após a retirada das tropas americanas, os Talibãs retomaram o controlo do país. Prometeram um governo mais moderado, mas na prática retomaram muitas das políticas extremistas.
As mulheres voltaram a ser excluídas da vida pública e da educação secundária e superior. A liberdade de imprensa foi severamente restringida e a oposição silenciada.
Internacionalmente, poucos países reconheceram oficialmente o governo talibã. Muitos impuseram sanções e suspenderam ajuda humanitária direta.
O Afeganistão vive hoje uma crise económica e humanitária. Milhões de pessoas enfrentam pobreza extrema, fome e falta de acesso a serviços essenciais.
Recentemente, até de falar em público as mulheres foram proíbidas…
Apesar da mundivisão radicalmente diferente e antagónica da nossa, compreender quem são os Talibãs é essencial para perceber os conflitos e tensões no Afeganistão.
Aqui encontram uma explicação mais específica.
E por hoje é tudo.
Até segunda,
Francisco

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