Boa noite!
No outro dia estava a falar de microchips com um amigo, quando ele me recomendou que lesse este livro.
Despertou-me a atenção, e, apesar de ainda não o ter lido, decidi investigar sobre o tema.
Descobri que, de facto, como diz o subtítulo do livro, o microchips são, provavelmente, mesmo o ativo mais importante da nossa era.
Eles são pequenos dispositivos eletrónicos que funcionam como o “cérebro” de praticamente toda a tecnologia moderna. Estão presentes em telemóveis, computadores, carros, eletrodomésticos e até brinquedos.
Na sua essência, um microchip é um circuito integrado gravado numa pequena placa de silício. Este circuito contém milhões (ou mesmo milhões de milhões) de componentes eletrónicos, como transístores, que processam informação.
Servem para realizar cálculos, controlar dispositivos e armazenar dados. Sem microchips, os dispositivos digitais seriam praticamente impossíveis de construir. Ou pelo menos de funcionar.
O desenvolvimento de microchips é extremamente complexo.
Tudo começa com o design do circuito, seguido de um processo de fabrico em salas limpas, onde impurezas microscópicas podem comprometer a qualidade.
A matéria-prima principal é o silício, devido à sua capacidade de conduzir eletricidade de forma controlada. Este é cortado em “wafers” sobre os quais são construídos os circuitos.
Cada geração de microchips é mais pequena, rápida e eficiente que a anterior. A Lei de Moore, proposta por Gordon Moore, previa que o número de transístores num chip duplicaria a cada dois anos.
Esta evolução acelerou a inovação tecnológica. É graças aos microchips que hoje temos smartphones mais potentes do que os supercomputadores de há 10 anos atrás.
Os microchips têm um papel crítico na economia global. Interrupções no seu fornecimento, como aconteceu durante a pandemia, afetam indústrias inteiras, desde automóveis a eletrónica.
Atualmente, a maior parte da produção está concentrada em poucos países, como Taiwan, o que levanta preocupações geopolíticas.
Vários governos estão a investir para garantir produção própria e reduzir a dependência externa.
Além da tecnologia de consumo, os microchips têm aplicações em medicina, segurança, defesa e investigação científica. Tornaram-se essenciais para a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT).
No futuro, os microchips continuarão a transformar a nossa forma de viver, trabalhar e comunicar. São pequenos, mas o seu impacto é gigante.
2 vídeos interessantes sobre o tema são: este, sobre como são feitos os chips; e este, sobre como eles funcionam.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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