Boa noite!
Hoje decidi escrever sobre um conceito com o qual estou familiarizado e que, muito provavelmente, já ouviram falar.
No entanto, nunca é demais esmiuçar os temas para que os possamos entender melhor.
Como dizia Einstein: se não sabes explicar algo de modo a que uma criança de 5 anos perceba, então não sabes o suficiente sobre o que estás a falar.
Então, a “mão invisível” é um dos conceitos mais famosos da economia. Foi popularizado por Adam Smith, considerado um dos pais da economia moderna.
A ideia surgiu no século XVIII, nas obras A Teoria dos Sentimentos Morais (1759) e A Riqueza das Nações (1776).
Adam Smith acreditava que, ao perseguirem o seu próprio interesse, as pessoas acabam por contribuir para o bem comum.
Segundo Smith, um padeiro não faz pão por generosidade, mas porque quer ganhar a vida. No entanto, ao satisfazer essa necessidade pessoal, fornece um bem útil à sociedade.
Segundo ele, a mão invisível representa esse mecanismo oculto que guia o mercado para resultados benéficos.
Mesmo sem uma intenção direta, o conjunto de escolhas individuais pode gerar equilíbrio económico.
Este conceito está na base do liberalismo económico. Defende-se que o mercado, se livre de intervenção, se autorregula através da oferta e da procura.
Na prática, isto significa que não é preciso um governo a dizer quantos carros devem ser produzidos. Se houver demasiados, o fabricante ajusta os preços ou muda de estratégia para responder à procura.
O princípio está também relacionado com a eficiência de mercado. Cada agente económico, ao tentar maximizar o seu ganho, contribui para que os recursos sejam bem distribuídos.
No entanto, como facilmente podemos inferir, o conceito tem limites. Nem sempre o interesse pessoal leva ao melhor resultado para todos. Exemplos como monopólios, crises financeiras ou danos ambientais mostram que a mão invisível pode falhar. Nestes casos, a intervenção do Estado pode ser necessária para corrigir abusos ou evitar colapsos.
A crise financeira de 2008, a pandemia de Covid-19 ou a crise climática levantaram dúvidas sobre a ideia de que o mercado pode resolver tudo sozinho.
Ainda assim, o conceito de mão invisível continua relevante. Ajuda-nos a compreender como funcionam os incentivos e as dinâmicas do mercado.
Adam Smith nunca defendeu um mercado sem regras. Mas mostrou que, em muitos casos, o interesse pessoal bem canalizado pode ser uma força positiva para a sociedade.
Acho que este tema ficará mais claro se virem este vídeo
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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