Boa noite!
Ainda de Marrocos!
Ontem fiz uma walking tour e descobri algo incrível…
No deserto, os berbéres (maioria de população de Marrocos) descobriram, há muitos anos atrás, um sistema para saberem onde há água no subsolo do deserto.
Material para a newsletter, pensei logo.
Fui procurar sobre o fenómeno, e eis o que descobri…
A radiestesia é uma prática ancestral que fascina e divide opiniões há séculos.
Utilizada para encontrar água subterrânea, minerais e até objetos perdidos, a técnica baseia-se na sensibilidade do corpo humano a energias invisíveis.
Muitos conhecem a radiestesia pela clássica vara em forma de Y (que foi a história que me venderam), frequentemente feita de madeira ou metal.
O radiestesista segura a vara pelas extremidades e caminha até que esta aponte para baixo, indicando a presença de água. Outra versão popular envolve o uso de pêndulos, que os praticantes acreditam oscilar em resposta a campos energéticos.
A origem da radiestesia perde-se no tempo. Existem registos do seu uso na China antiga, no Egito e na Europa medieval.
Pastores, agricultores e exploradores confiaram nela para encontrar recursos essenciais em terrenos áridos – não tinham outra alternativa!.
No deserto, onde a água é um tesouro raro, os povos nómadas desenvolveram a habilidade de identificar veios subterrâneos através da observação da paisagem e do uso de varas.
Mesmo na era moderna, algumas comunidades continuam a utilizar este método em conjunto com tecnologias avançadas.
A ciência, no entanto, mantém-se cética. Estudos controlados sugerem que o sucesso da radiestesia pode ser atribuído ao acaso ou a pistas subconscientes que os praticantes captam sem perceber.
Ainda assim, há inúmeros relatos de acertos impressionantes, o que mantém o mistério vivo.
Deixo-vos ainda um vídeo de alguém que explica como utilizar esta técnica na prática, se tiverem interesse.
Por hoje é tudo.
Até segunda,
Francisco

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