Hello!
Hoje decidi investigar como é que uma empresa de pneus se tornou a detentora do mais conceituado ranking de pratos de comida.
Quando se pensa na Michelin, duas imagens surgem de imediato: pneus e estrelas gastronómicas (pelo menos para mim).
Mas como é que uma marca de pneus se tornou na mais respeitada autoridade mundial na avaliação de restaurantes?
No final do século XIX, os irmãos André e Édouard Michelin tinham um problema: vender pneus num país onde existiam menos de 3.000 automóveis.
Para impulsionar o uso de carros e, consequentemente, aumentar as vendas de pneus, criaram o Guia Michelin.
A primeira edição, lançada em 1900, fornecia informações essenciais para os condutores, como locais para abastecer, reparar o carro e dormir.
O guia foi inicialmente distribuído gratuitamente, mas tornou-se um sucesso tão grande que os irmãos decidiram começar a vendê-lo.
O Guia Michelin ajudou a aumentar a confiança na condução e encorajou o turismo automóvel.
Com o tempo, as suas recomendações de restaurantes passaram a ter um impacto significativo na escolha dos viajantes.
Nos anos 1920, a Michelin introduziu um sistema de classificação, atribuindo estrelas a restaurantes que se destacavam pela sua qualidade. Para garantir imparcialidade, começaram a enviar avaliadores anónimos, conhecidos como inspetores.
Desde então, o sistema evoluiu, mas as classificações estabelecidas nos anos 30 permanecem: uma estrela significa que o restaurante é “merecedor de uma paragem”, duas estrelas são “vale a pena um desvio” e três estrelas indicam que o local é “digno de uma viagem especial”.
Hoje, um restaurante premiado com uma estrela Michelin pode mudar o seu destino. Muitos estabelecimentos veem as suas reservas disparar de um dia para o outro após receberem a distinção.
Aconteceu, por exemplo, com o restaurante Marlene, que ganhou uma estrela à pouquíssimo tempo.
O processo de avaliação continua altamente secreto. Os inspetores nunca revelam a sua identidade e seguem rigorosos critérios, garantindo que a qualidade é mantida ao longo do tempo.
Se um restaurante não mantiver o padrão, pode perder a sua estrela. Esta pressão constante tem levado alguns chefs a rejeitarem a distinção, devido ao stress envolvido.
Apesar das críticas, a Michelin continua a ser um dos padrões mais altos de reconhecimento gastronómico.
Engraçado perceber que, o que começou como uma ferramenta de marketing para vender pneus, tornou-se num selo de excelência na restauração mundial.
Este vídeo explica a história em maior detalhe, se tiverem interesse.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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