Boa noite!
Já alguma vez fizeram uma crítica e receberam como resposta: “E quanto a…?”. Se sim, foste alvo de whataboutism.
O whataboutism é uma tática retórica usada para desviar atenção de uma crítica ou acusação.
Em vez de responder diretamente ao problema levantado, a pessoa faz uma contra-acusação ou levanta um tema paralelo.
Este fenómeno é comum na política, nos debates públicos, mas também no nosso dia a dia.
O objetivo é simples: evitar lidar com uma questão desconfortável e, ao mesmo tempo, colocar o crítico na defensiva.
Um político acusado de corrupção responde: “E os escândalos do outro partido?”.
Alguém critica a poluição de uma empresa, e esta responde: “E todas as outras empresas que também poluem?”.
Um pai pergunta ao filho porque não fez os trabalhos de casa, e o filho responde: “E a minha irmã? Ela também não fez!”.
O problema desta abordagem é que não responde à crítica original. Em vez disso, desvia o foco e tenta descredibilizar o crítico.
O termo surgiu nos anos 70, mas a prática é antiga. Os sofistas da Grécia Antiga já ensinavam esta tática como forma de vencer debates.
Durante a Guerra Fria, tornou-se uma estratégia comum da propaganda soviética. Sempre que eram criticados por violações dos direitos humanos, respondiam com “E quanto às injustiças no Ocidente?”.
Hoje, o whataboutism é amplamente utilizado nas redes sociais, nos media e no discurso político.
Quanto mais polarizada for uma discussão, maior a probabilidade de encontrar este tipo de argumentação.
O whataboutism pode ser enganador. Pode dar a sensação de que um argumento é válido, quando na verdade apenas serve para evitar a discussão real.
Se queremos debates produtivos e honestos, devemos reconhecer quando esta tática está a ser usada.
Em vez de cair na armadilha, podemos insistir: “Isso é um outro assunto, mas podemos falar sobre o tema que levantei primeiro?”.
Da próxima vez que te deparares com um whataboutism, já sabes: não te deixes distrair. Mantém o foco no que realmente importa 😉
Aqui encontram 2 minutos de explicação visual sobre o whataboutism.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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