63# O Carnaval e a inversão dos papéis

Olá!

Visto que estamos a chegar ao carnaval, decidi pesquisar sobre a origem desta festividade.

Descobri que na origem, não havia propriamente homens vestidos de mulher, e coisas do género.

Mas, vamos por partes…

O Carnaval é uma festividade com raízes profundas na Antiguidade. 

Civilizações como a babilónica realizavam celebrações onde a ordem social era temporariamente invertida, permitindo que prisioneiros assumissem o papel de reis por alguns dias. Estas festividades eram marcadas por excessos e subversão das normas estabelecidas.

Na Grécia e em Roma, festivais como as Dionisíacas e as Saturnálias eram caracterizados por celebrações exuberantes, com abundância de comida, bebida e danças. 

Durante estas festas, as hierarquias sociais eram temporariamente suspensas, promovendo uma atmosfera de liberdade e igualdade.

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica procurou integrar estas celebrações pagãs no seu calendário. 

Assim, o Carnaval passou a anteceder a Quaresma, um período de 40 dias de penitência e jejum. A própria palavra “Carnaval” deriva do latim “carnis levale”, que significa “retirar a carne”, indicando a abstinência que se seguiria.

Durante a Idade Média, o Carnaval consolidou-se na Europa como um período de permissividade e inversão de papéis sociais. As pessoas mascaravam-se, participavam em desfiles e entregavam-se a diversas formas de entretenimento, desafiando temporariamente as normas sociais vigentes.

Em Portugal, o Entrudo tornou-se a principal manifestação carnavalesca. Esta tradição envolvia brincadeiras onde se lançavam água, farinha e outros materiais uns aos outros, sendo praticada por todas as classes sociais. Com a colonização, o Entrudo foi levado para o Brasil, onde se transformou e deu origem a novas formas de celebração.

No Brasil, como sabemos, o Carnaval evoluiu significativamente, incorporando influências africanas e indígenas. Surgiram manifestações como os blocos de rua, os cordões e, posteriormente, as escolas de samba, que se tornaram símbolos da cultura carnavalesca brasileira. O samba, ritmo de origem africana, consolidou-se como a principal expressão musical do Carnaval no país.

Atualmente, o Carnaval é celebrado em diversas partes do mundo, cada uma com as suas particularidades. 

Em Veneza, destacam-se os elegantes bailes de máscaras; no Rio de Janeiro, os grandiosos desfiles das escolas de samba atraem milhões de pessoas (eu era para ter sido uma delas este ano!); em Nova Orleães, nos Estados Unidos, o Mardi Gras é marcado por desfiles e festas vibrantes.

Em Portugal, cidades como Torres Vedras e Ovar mantêm vivas as tradições, com desfiles, carros alegóricos e foliões mascarados, preservando e reinventando esta celebração secular que é o carnaval.

O Carnaval, ao longo dos séculos, adaptou-se e transformou-se, refletindo as culturas e sociedades onde se insere. Mantém, contudo, a essência de ser um período de celebração, liberdade e inversão das normas, permitindo às pessoas expressarem-se de formas que, noutras alturas, poderiam ser restritas. E isso é maravilhoso 🙂

Façam um favor a vocês próprios, e vejam este vídeo, da The Economist, que fala dos vários tipos de carnaval pelo mundo fora.

Por hoje é tudo.

Até segunda,

Francisco

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