54# MDMA: a droga das raves

Olá!

Existem várias drogas ‘pesadas’ que não são raras de se encontrar na noite.

Dei por mim a pensar que sei o nome de muitas, mas não sem o que realmente são.

Então decidi procurar em específico uma – o popular “MD”.

O “MD” é, na verdade, uma abreviação para o MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), que é uma substância psicoativa conhecida pelos seus efeitos estimulantes e alucinogénios leves. É popular em festas e festivais devido à sensação de euforia, aumento da empatia e energia que provoca.

Apesar de muitas vezes serem tratados como sinónimos, MDMA e ecstasy não são exatamente a mesma coisa. 

O MDMA refere-se à substância pura, enquanto o ecstasy é o nome dado às “pastilhas” que circulam no mercado ilegal e que podem conter outras substâncias adulteradas.

Os efeitos do MDMA surgem cerca de 30 a 60 minutos após o consumo e podem durar entre três a seis horas. O utilizador sente um aumento da sociabilidade, intensificação dos sentidos e uma sensação de bem-estar geral. Contudo, também pode provocar aumento da temperatura corporal, desidratação e ansiedade.

As “pastilhas” de ecstasy podem conter MDMA, mas frequentemente são misturadas com outros químicos, como anfetaminas, cafeína ou até substâncias mais perigosas como o PMA, que pode ser letal. Isso torna o consumo mais arriscado, uma vez que a composição exata é desconhecida.

O MDMA atua principalmente sobre a serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, o sono e as emoções. O uso repetido pode esgotar as reservas de serotonina, levando a sentimentos de depressão, ansiedade e fadiga nos dias seguintes, conhecidos como “comedown” ou “ressaca emocional”.

Apesar de alguns estudos sugerirem que o MDMA pode ter potencial terapêutico, especialmente no tratamento do stress pós-traumático, o seu consumo recreativo continua ilegal na maioria dos países. Isto, claro, porque o uso prolongado pode ter consequências graves para a saúde mental e física.

Os principais riscos do MDMA incluem sobrecarga do sistema cardiovascular, aumento do risco de desidratação ou hipertermia e potenciais danos a longo prazo no cérebro. O consumo excessivo pode levar a episódios de psicose ou problemas cardíacos.

Para reduzir os riscos, algumas pessoas utilizam testes de pureza para verificar a composição das substâncias antes do consumo. Beber água, evitar misturas com álcool ou outras drogas e não consumir doses elevadas são medidas básicas de redução de danos.

Embora o MDMA seja muitas vezes associado à diversão e ao ambiente festivo, a sua utilização não é isenta de perigos. A falta de regulação e a venda de substâncias adulteradas são fatores que, também, aumentam a imprevisibilidade dos seus efeitos e os riscos para a saúde.

Independentemente das opiniões que se tenham sobre as drogas, é essencial ter uma opinião informada, que começa, claro, por saber de que substância falamos e quais os efeitos e sequelas.

Este vídeo animado, vai explicar-te ilustradamente o que é o MDMA e como ele afeta quem o toma.

Por hoje é tudo.

Boa semana,

Francisco

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