Boa noite!
Há pouco tempo estava a ter uma conversa sobre o virus do HIV e sobre, precisamente, a falta de informação que existe sobre este tema.
Vamos então elucidar-nos e ver alguns factos interessantes sobre o tema…
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema imunitário, enfraquecendo a defesa do corpo contra infeções e doenças.
Sem tratamento, pode evoluir para a SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), a fase mais grave da infeção.
O vírus foi identificado pela primeira vez no início dos anos 80, quando surgiram casos misteriosos de infeções oportunistas e cancro raro, o sarcoma de Kaposi, em grupos específicos de pacientes nos EUA.
Inicialmente, associou-se a doença a homossexuais, levando a um estigma intenso e desinformação generalizada. A falta de conhecimento e os preconceitos sociais agravaram a crise.
Muitos acreditavam que o HIV era um “castigo” ou que só afetava determinados grupos, como consumidores de drogas injetáveis, trabalhadores do sexo e homossexuais.
Isso atrasou respostas eficazes e promoveu o medo e a discriminação.
Nos anos 90, a epidemia já estava fora de controlo, com milhões de mortes em todo o mundo.
O continente africano foi particularmente afetado, com países como a África do Sul, Essuatíni e Lesoto a registarem taxas alarmantes de infeção. No auge da crise, algumas aldeias perderam gerações inteiras para a doença.
O HIV transmite-se através de contacto com fluidos corporais, como sangue, sémen, fluido vaginal e leite materno. As principais formas de transmissão são relações sexuais desprotegidas, partilha de agulhas contaminadas e transmissão de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
No final dos anos 90, surgiram os primeiros antirretrovirais, que transformaram o HIV de uma sentença de morte numa condição crónica gerível.
Estes medicamentos impedem a replicação do vírus, permitindo aos doentes viverem por décadas com uma qualidade de vida próxima do normal.
A cura para o HIV ainda não existe, mas houveram avanços significativos. Casos como os do Paciente de Berlim, que foram considerados curados após transplantes de medula óssea com uma mutação genética rara, trouxeram esperança.
No entanto, como sabemos, infelizmente, estes tratamentos ainda não são viáveis para todos.
Atualmente, a prevenção continua a ser a melhor estratégia contra o HIV. Métodos como o uso de preservativos, PrEP (profilaxia pré-exposição) e programas de troca de seringas reduziram drasticamente as novas infeções em muitos países. O acesso universal ao tratamento é essencial para controlar a doença.
Com mais investimento e investigação, a cura pode tornar-se uma realidade nos próximos anos. O desafio agora é garantir que todos tenham acesso a testes, tratamento e informação, sem preconceitos nem barreiras.
Não podia terminar sem vos deixar um curto vídeo, para quem tiver interesse em perceber melhor o vírus.
Por hoje é tudo.
Até segunda,
Francisco

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