Boa noite!
Hoje a minha inspiração está a fracassar um pouco, vou admitir-vos…
Por isso decidi escrever-vos sobre algo que sei, mas que quero que vocês também saibam, claro!
Trata-se de o que é um projeto e o que significa gerir um projeto, nomeadamente que tipos de gestão de projetos existem.
Então, comecemos por: o que é um projeto?
Sei que pode parecer uma pergunta super simples. No entanto, garanto-vos que existe uma grande confusão entre o que é projeto e o que é operação.
Um projeto é um conjunto de tarefas temporárias com um objetivo específico, que tem um início e um fim bem definidos. Pode ser qualquer coisa, desde construir uma casa, desenvolver um software ou organizar um evento. Ao contrário de uma operação, que é uma atividade contínua e repetitiva, um projeto é algo único e pontual.
A gestão de projetos é o processo de planear, organizar e acompanhar todas as atividades de um projeto para garantir que tudo corre bem. O objetivo é otimizar recursos, minimizar riscos e garantir que os resultados sejam alcançados no prazo e dentro do orçamento.
Existem diferentes formas de gerir um projeto, sendo as mais comuns: waterfall, agile e híbrida. Cada uma delas tem vantagens e desvantagens e adapta-se melhor a determinados contextos.
O modelo waterfall segue um processo, como o nome indica, em cascata, ou seja, cada etapa tem de estar concluída antes de avançar para a seguinte. É muito usado em projetos de construção ou fabrico de produtos, onde tudo tem de ser planeado ao detalhe antes de começar.
Por exemplo, ao construir um prédio, primeiro desenha-se a planta, depois faz-se a fundação, levanta-se a estrutura e só no fim se tratam os acabamentos.
O agile é uma abordagem mais flexível, em que o projeto é feito por partes chamadas sprints, permitindo ajustes constantes com base no feedback. É muito utilizado no desenvolvimento de software, onde as necessidades podem mudar rapidamente.
Um exemplo disto é criar uma app para telemóvel: lança-se uma versão inicial com funções básicas (versão Beta) e, ao longo do tempo, vão-se adicionando melhorias.
A abordagem híbrida combina elementos do waterfall e do agile, adaptando-se às necessidades do projeto. Pode ser ideal para empresas que precisam de um planeamento sólido, mas também de alguma flexibilidade para ajustes.
Um bom exemplo é a indústria automóvel, onde a parte mecânica de um carro segue um planeamento rigoroso, mas o software pode ser ajustado ao longo do tempo.
Na minha experiência, o híbrido é o mais usado e só tem tendência de aumentar no futuro! Isto porque o planeamento é sempre necessário, mas torna-se inútil sem a agilidade de mudança de necessária num mundo VUCA.
É ainda importante referir que, independentemente do método escolhido, a chave para um bom projeto é ter objetivos claros, uma boa comunicação na equipa e capacidade de adaptação às circunstâncias.
Este vídeo ajudar-vos-á a compreender melhor a diferença entre waterfall e agile.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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