64# E se houvesse uma língua universal?

Olá!

Vou começar esta semana com um tema sugerido por um leitor!

Um tema que eu já tinha ouvido falar vagamente, mas que agora aprofundei 😉

Trata-se do Esperanto, um projeto de língua universal.

O Esperanto é uma língua planeada criada pelo médico polaco L. L. Zamenhof em 1887. 

O seu principal objetivo era ser uma língua internacional neutra, facilitando a comunicação entre pessoas de diferentes países.

Diferente das línguas naturais, o Esperanto foi projetado para ser fácil de aprender. A gramática é simples, sem exceções, e o vocabulário baseia-se em várias línguas europeias.

A ortografia é completamente fonética, ou seja, cada letra tem sempre o mesmo som, o que evita ambiguidades na escrita e na pronúncia.

Os substantivos terminam sempre em -o, os adjetivos em -a e os advérbios em -e. Os verbos não se conjugam conforme a pessoa e seguem um sistema regular.

O Esperanto foi inicialmente divulgado através de um livro chamado Unua Libro

Desde então, a língua tem sido utilizada em literatura, música, reuniões internacionais e até em algumas traduções de grandes obras.

Ao longo dos anos, a comunidade esperantista cresceu e espalhou-se pelo mundo. Estima-se que haja entre cem mil e dois milhões de falantes em diferentes países (eu sei, mas que grande intervalo!).

Embora nunca tenha sido adotado oficialmente por nenhum governo, o Esperanto tem um estatuto especial na UNESCO. A organização reconheceu o seu valor cultural e a sua importância para o entendimento entre os povos.

Existe uma cultura esperantista ativa, com jornais, revistas e até cursos online. A internet facilitou ainda mais a aprendizagem e o contacto entre falantes.

Além disso, há o Pasporta Servo, uma rede de hospitalidade onde esperantistas oferecem alojamento gratuito a outros falantes. Isso permite viajar de forma mais económica e conhecer pessoas de diferentes culturas.

O Esperanto também foi usado em algumas experiências linguísticas e científicas. Estudos mostram que aprender Esperanto antes de outras línguas pode facilitar a aquisição de novas línguas estrangeiras.

Apesar de não ser uma língua global como o inglês, o Esperanto continua a atrair pessoas interessadas na sua simplicidade e no seu ideal de igualdade. Muitos veem-no como uma ferramenta para criar um mundo mais unido.

A língua mantém-se viva através de congressos internacionais e encontros locais. 

Todos os anos, o Congresso Universal de Esperanto reúne falantes de diversas partes do mundo para celebrar e praticar a língua.

Com a tecnologia e a globalização, o futuro do Esperanto continua incerto. No entanto, a dedicação dos seus falantes mantém a língua ativa e relevante até hoje.

Segue um vídeo sobre o tema, como de costume.

Por hoje é tudo.

Até amanhã,

Francisco

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