Boa noite!!
Hoje é a última noite do ano e, como tal, a maioria de nós vai celebrá-la.
Nesta noite, em Portugal, culturalmente, costumamos beber bebidas alcoólicas, muitas vezes em excesso.
Provavelmente, mais pessoas vão ler isto amanhã (dia 1), do que hoje. E é possível que estejam de ressaca.
Todos sabemos o que causa a ressaca – o álcool.
No entanto, poucos são os que sabem (eu não sei!) o que realmente se passa no nosso corpo para nos causar o mal-estar e a dor de cabeça, características da ressaca.
Isso vai mudar agora 😉
Em primeiríssimo lugar, a substância responsável pela ressaca é o Etanol, molécula a que comummente chamamos de “Álcool”.
Os sintomas da ressaca dão-se devido a um conjunto de fatores (destacados abaixo a negrito), o primeiro dos quais a desidratação.
O álcool é um diurético, o que significa que aumenta a produção de urina.
Isso leva à expelição, não apenas de água, mas de sal, potássio e glucose, o que leva à desidratação e contribui para a sede que sentimos quando acordamos.
A absorção do álcool pelo corpo, leva também à diminuição de açúcar no sangue.
Isto porque interfere na capacidade do corpo de regular os níveis de glicose, levando a sintomas como fraqueza, fadiga e até tonturas. É por isso que sentimos que a Coca-Cola nos revitaliza quanto estamos ressacados.
O mal-estar que sentimos no estômago, vem da irritação gástrica e da presença de congéneres.
O álcool tende a irritar o revestimento do estômago e a desacelerar o seu esvaziamento, o que leva a uma maior produção de ácido gástrico, causando náuseas, vómitos e desconforto abdominal.
Para além disso, algumas bebidas, como o whisky e o vinho tinto, contêm compostos chamados congéneres, que são subprodutos da fermentação. Estas substâncias agravam os sintomas da ressaca no estômago.
Também todos já sentimos alterações fortes de humor, e sentimentos como a ansiedade ou depressão.
Existe até uma expressão bastante engraçada – “Hangxiety”. Uma junção de ‘Hangover’ (ressaca, em inglês) + ‘Anxiety’ (ansiedade, em inglês).
Isto acontece pelos desequilíbrios químicos que o álcool provoca no cérebro. Ele afeta os níveis de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, assim como as sinapses, desregulando o seu normal funcionamento.
Por último, existem também os efeitos no fígado, visto que este metaboliza o álcool, transformando-o inicialmente em acetaldeído, uma substância tóxica.
Embora o fígado acabe por converter o acetaldeído em substâncias menos nocivas, este processo demora tempo, e até o processo ser concluído há uma inflamação que contribui para os sintomas da ressaca.
Para atenuar a ressaca, seja enquanto bebemos (preferencialmente) ou já no dia a seguir, devemos ingerir muita água, potássio e carbohidratos, de maneira a evitar, pelo menos, a desidratação e a diminuição de açúcar no sangue.
Deixo-vos 2 vídeos curtos que explicam visual e simplificadamente porque ficamos de ressaca – aqui e aqui. E mais um com dicas sobre como a evitar – aqui.
Por hoje é tudo.
Desejo-vos a todos um excelente 2025, com aprendizagens todos os dias antes de dormir 😊
Abraço forte,
Francisco

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