Boa noite!!
Neste momento, suponho que a maior parte de vós estejam a jantar numa mesa, rodeado por familiares que talvez só vejam nesta altura do ano, e com muita comidinha deliciosa!
Como esta newsletter sai todos os dias úteis, e hoje é um dia útil, decidi perceber porque razão nos juntamos com a nossa família nesta noite específica, a que chamamos a ceia de natal.
O Natal tem origem em tradições religiosas e culturais que se desenvolveram ao longo dos séculos.
A sua celebração, tal como a conhecemos hoje, é uma mistura de elementos cristãos e práticas pagãs adaptadas.
O Natal, no contexto cristão, comemora o nascimento de Jesus Cristo, considerado o Messias pelos cristãos.
Apesar de a Bíblia não especificar a data exata de seu nascimento, a Igreja Cristã, no século IV, escolheu o dia 25 de dezembro para celebrar esse evento.
Essa data foi escolhida estrategicamente para coincidir com festas pagãs já populares, facilitando a conversão de povos pagãos ao Cristianismo.
Antes do estabelecimento do Natal pelo Cristianismo, várias culturas celebravam festividades no final de dezembro:
- A Saturnália (Roma Antiga): Uma festa em homenagem a Saturno, deus da agricultura, que ocorria no solstício de inverno. Era marcada por banquetes, trocas de presentes e suspensão temporária das regras sociais.
- O Sol Invictus: Também na Roma Antiga, o dia 25 de dezembro marcava a celebração do “nascimento do Sol Invicto”, associado ao renascimento da luz após o solstício de inverno.
- O Yule: Uma tradição nórdica com festividades no inverno, nas culturas germânicas e escandinavas, que celebram a luz e a vida.
Ao longo do tempo, diversos símbolos e tradições foram incorporados na celebração do Natal:
- A Árvore de Natal: Relacionada a práticas germânicas e escandinavas de associar árvores como símbolos de vida.
- A Estrela De Natal: Representa a estrela que, segundo a Bíblia, guiou os Reis Magos até o local do nascimento de Jesus.
- Os Presentes: Herdados da Saturnália e da história dos Reis Magos no Cristianismo.
- As Luzes e Velas: Representam a luz no meio da escuridão, tema comum em culturas do hemisfério norte durante o inverno.
No século XVI, com a Reforma Protestante, algumas fações, como os puritanos na Inglaterra, consideraram o Natal como uma festa “papista” (católica), excessivamente celebrada.
Em certos lugares, como na Inglaterra do século XVII e nas colónias puritanas da América, o Natal foi até proibido temporariamente.
Porém, as tradições natalícias nunca desapareceram completamente.
Em meados do século XIX, com a influência da literatura e da monarquia, galvanizada pelo “Conto de Natal” de Charles Dickens, a festa foi revitalizada, especialmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, como um tempo de união familiar, generosidade e celebração.
Nos séculos XIX e XX, especialmente com o crescimento do capitalismo e da publicidade, o Natal ganhou um aspeto mais comercial…
Grandes marcas, como a Coca-Cola, ajudaram a popularizar a figura do Pai Natal moderno, tornando-o um símbolo global.
A troca de presentes, que antes era uma tradição menor, tornou-se central em muitas culturas (como a nossa), impulsionada pelo poder de compra e pela disponibilidade de uma grande variedade de produtos.
Mas se Jesus, supostamente, nasceu dia 25 de dezembro, porquê celebrar no dia 24?
A consoada (termo derivado do latim “consolata”, que significa “conforto” ou “reconforto”), na noite de 24 de dezembro, ocorre devido à tradição cristã de celebrar a vigília do nascimento de Jesus, marcada pela Missa do Galo à meia-noite.
Originalmente, era uma refeição simples após o jejum da véspera, mas tornou-se um momento de união familiar e partilha.
Tudo isto fez com que tenhamos chegado aos dias de hoje, a jantar com a nossa família, numa mesa cheia de doces, ao lado de uma árvore de natal com prendas a seus pés 😊
Eu, como não sou nada religioso, tento apenas aproveitar o melhor que o natal tem – rever amigos e família e partilhar amor.
No entanto, acho que podemos e devemos carregar o espírito de altruísmo e união todo o ano, independentemente de ser Natal ou não!
E para ti? O que significa o natal?
Antes de me despedir, gostava de dizer que a maior prenda que recebi este ano, talvez tenha sido a vossa adesão a este projeto, que me enche de orgulho e determinação.
Desejo-vos um excelente natal, junto daqueles que mais gostam, e com muita comidinha boa!
Por hoje é tudo, voltamos dia 26 😉
Um abraço natalício,
Francisco

Leave a Reply