Boa noite!
Chegou o fim de semana e com ele a última newsletter da semana!
Estava a tentar encontrar um tema para ela sem recorrer à internet.
Surgiu-me, então, um tema que é muito falado, mas não tão amplamente compreendido.
E esse tema é: o Crescimento Económico (CE).
Ele está por todo o lado, das discussões de política aos cursos de economia.
Aliás, faz-me muita confusão quando vejo os comentadores e políticos na TV a falarem de CE, quando mais de metade dos espetadores (para ser simpático) não sabem sequer o que isso significa…
Já vocês… se não sabem passarão a saber!
O crescimento económico refere-se à variação positiva da produção de valor de uma economia ao longo do tempo.
Caso a variação seja negativa, isto é, decrescente, chamamos-lhe Crescimento Económico Negativo (CEN).
Ok, continuamos na maionese. Traduzamos…
O CE é o crescimento percentual do valor total da produção bens e prestação de serviços numa determinada economia.
Quando ele acontece, dá-se um aumento do famoso Produto Interno Bruto (PIB).
Numa explicação ainda mais simplista, o crescimento económico dá-se quando o valor financeiro dos bens e serviços produzidos numa determinada economia é superior ao período homólogo.
No entanto, claro, é preciso subtrair sempre a inflação do período analisado ao valor do crescimento.
Porque caso o PIB cresça 5% em 2024 e a inflação tenha sido 5% nesse período, então, não existiu qualquer CE.
A melhor forma (e também a mais leiga) que alguém já usou para me explicar o CE foi:
Imagina que tens 200.000€. Se mandares construir uma casa, gastando esses 200.000€, estás a adicionar esse valor ao PIB, porque o dinheiro é usado para pagar os construtores, comprar materiais e outros serviços associados.
Ao mesmo tempo, transformaste o dinheiro parado em algo tangível – a casa.
Este processo gerou atividade económica (os 200.000€) e criou valor ao transformar recursos parados em algo produtivo.
E de que forma é calculado especificamente o CE, perguntam vocês.
De uma forma prática, é materializado através de métricas como o aumento da produção industrial, o crescimento das exportações, o maior consumo das famílias e a criação de empregos.
O vários fatores essenciais que contribuem para o crescimento são:
- Investimento em capital físico -> Infraestruturas, tecnologia e maquinaria.
- Aumento da força de trabalho -> Crescimento populacional ou imigração.
- Melhoria na produtividade -> Resultante da inovação tecnológica, melhor formação da força de trabalho e eficiência nos processos produtivos.
- Recursos naturais -> Disponibilidade e exploração sustentável de recursos.
- Estabilidade económica e política -> Criação de um ambiente favorável ao investimento e à inovação.
Claro que, como tudo na vida, tem prós e contras.
Alguns benefícios são:
- Maior capacidade de consumo para a população.
- Criação de empregos e redução da pobreza.
- Maior arrecadação de impostos para financiar serviços públicos.
- Potencial para melhorar o padrão de vida.
Limitações apontadas:
- Desigualdade -> Nem sempre o crescimento beneficia todas as camadas da população.
- Sustentabilidade -> O crescimento económico acelerado pode levar à degradação ambiental e ao uso excessivo de recursos naturais.
- Bem-estar não garantido -> Nem sempre o aumento do PIB reflete diretamente melhorias em educação, saúde ou felicidade.
Sei que este tema é massudo e complexo.
No entanto, acho que muito importante percebê-lo e espero que tenha ajudado a elucidar-vos quanto a um dos temas mais importantes da sociedade, tendo em conta a forma como ela está construida.
Se mesmo assim ainda não perceberam muito bem, aconselho-vos, a assistirem a este vídeo, que explica de forma clara como a água.
Por hoje é tudo.
Bom fim de semana,
Francisco

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