Boa noite!
Hoje vamos falar sobre um país que não existe.
Quer dizer…
Existir até existe, mas não é reconhecido como tal.
Refiro-me à Transinítria…
Já ouviram falar?
A Transnístria é uma região separatista no leste da Moldávia, situada entre o rio Dniester e a Ucrânia.

Em 1990, autoproclamou-se independente, mas nenhum país reconhece oficialmente o seu estatuto, nem mesmo a Rússia, o seu principal aliado.
A região é um dos últimos bastiões soviéticos na Europa, com monumentos de homenagem a Lenin e símbolos comunistas ainda muito presentes no dia a dia.
Vejam a bandeira:

A disputa pela Transnístria começou durante o colapso da União Soviética, em 1990, quando tensões entre a maioria moldava e a minoria russa/ucraniana explodiram.
Em 1992, a Moldávia e os separatistas enfrentaram-se numa breve guerra, que terminou com um cessar-fogo mediado pela Rússia.
Desde então, a região opera como um Estado de facto, com governo, moeda e exército próprios…
A moeda do “país” é o Rublo Transnítrio e as moedas são….
Bem, são feitas de plástico!

Talvez fique explícito a razão pela qual a Transnítria é oficialmente considerada parte da Moldávia, por todos os países do mundo.
Contudo, a presença russa na Transnístria continua a ser um ponto de pressão geopolítica.
Moscovo mantém tropas na região sob o pretexto de “manutenção da paz”, enquanto a Moldávia luta por maior integração europeia.
A economia transnístria é fortemente dependente de subsídios russos, com indústrias pesadas e contrabando a dominar.
A arquitetura preserva uma estética completamente soviética, visível nas ruas e nos edifícios.
Tiraspol, a capital da Transnístria, é pequena e calma, mas cheia de surpresas, como tanques soviéticos em exposição e mercados que misturam elementos modernos com o estilo da era comunista.
A região também é um mosaico cultural, habitado por moldavos, russos e ucranianos, com o russo como língua principal.
No entanto, a instabilidade política e a proximidade com a guerra na Ucrânia têm aumentado as tensões, tornando a Transnístria uma peça importante no tabuleiro geopolítico do Leste Europeu.
Ao mesmo tempo, é também um enigma diplomático sem solução à vista.
Pelo contrário, a newsletter de hoje tem um fim vista.
E aqui está ele.
Mas, já sabes, se tiveres algum comentário, responde a este email.
Um abraço,
Francisco

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