3# Especulação e valor na mais famosa das criptomoedas

Olá, meus caros leitores,

O objetivo desta newsletter, não é, de todo, falar-vos da atualidade.

É, isso sim, ensinar-vos alguma coisa, por mais aleatório que seja. 

E, já agora, eu próprio aprender enquanto estudo para vos escrever.

No entanto, hoje escrever-vos-ei sobre um tema atual: a mais famosa de todas as criptomoedas.

Posto isto, com a Bitcoin a alcançar avaliações inéditas, decidi hoje explicar-vos melhor o que ela é.

Muitas pessoas veem esta criptomoeda como algo especulativo, que flutua consoante as emoções do mercado. 

Ora, isto não é totalmente falso, muito embora possa ser enganador.

Vamos aos factos…

A Bitcoin foi criada em 2008, por Satoshi Nakamoto – pseudónimo de alguém que até hoje ninguém sabe ao certo quem é.

Nesse ano, foi lançado o seu whitepaper – documento que explica, essencialmente, o que é, como funciona e porque foi inventado (what, how and why).

Para os que não têm paciência para analisar todo o documento, deixo-vos uma breve explicação.

Por partes…

O que é a Bitcoin?

É uma moeda digital descentralizada, ou seja, não é controlada por nenhuma entidade, como governos ou bancos.

Em vez de ser impressa, como o euro ou o dólar, ela é criada digitalmente através de um processo chamado “mineração” e é baseada numa tecnologia conhecida como blockchain.

Como funciona?

A blockchain é, no fundo, um grande livro de registos público, onde todas as transações feitas com Bitcoin são registadas.

Imaginem um livro partilhado por milhões de computadores à volta do mundo, que está constantemente a ser atualizado.

E a grande vantagem deste livro é que impossível de ser alterado de forma fraudulenta, ou seja, é incorruptível.

Quando alguém envia Bitcoin para outra pessoa, essa transação é verificada por vários computadores (mineradores) que validam a autenticidade dessa operação. 

Em troca do seu trabalho, esses mineradores recebem frações de Bitcoin.

Esta metodologia chama-se Proof-of-Work, porque quem faz o trabalho, neste caso de mineração, para permitir que a transação aconteça, é recompensado com frações da moeda que está a ajudar a transferir.

Este sistema de incentivo faz com que o sistema se mantenha em funcionamento permanente.

Assim, a Bitcoin é segura porque, através da blockchain, usa criptografia, uma forma complexa de matemática que protege as transações e as identidades dos utilizadores.

Até hoje, ninguém conseguiu hackear a sua blockchain (o tal livro de registos que referi a cima)…

Por isso, a segurança e a incorruptibilidade são valores associados como basilares para a comunidade de Bitcoiners.

E, já agora, porque foi esta moeda criada?

Bem, a Bitcoin foi criada como reação à crise financeira de 2008.

Nessa altura, muitos perderam a confiança nos bancos e no sistema financeiro tradicional.

A ideia por trás da Bitcoin era criar uma alternativa que fosse independente, transparente e resistente a fraudes.

Satoshi Nakamoto queria que as pessoas pudessem transferir dinheiro diretamente umas para as outras, sem precisar de intermediários (peer-to-peer), como bancos, e com taxas muito mais baixas.

Mas afinal, a Bitcoin é só especulação?

Em parte, sim. O seu preço é altamente volátil, o que a torna num investimento arriscado.

No entanto, o seu verdadeiro valor, vai além da especulação.

Ele está, e este é o verdadeiro game changer da Bitcoin, no potencial de criar um sistema financeiro alternativo, mais acessível e menos sujeito a manipulações.

Ao contrário das moedas tradicionais, a Bitcoin tem uma oferta limitada – só existirão 21 milhões de Bitcoins.

Esse montante nunca será ultrapassado, porque foi assim que foi programado por Nakamoto, e não pode ser alterado.

Significa isto que, ao contrário da moeda fiduciária (euro, dollar, yen…), a Bitcoin é deflacionária e não inflacionária (porque não se podem imprimir mais).

Estima-se que a última Bitcoin minerada será em 2140.

Isto cria uma escassez que pode aumentar o seu valor ao longo do tempo, caso continue a ser amplamente adotada.

Para concluir…

A Bitcoin é, ao mesmo tempo, uma moeda e uma revolução tecnológica.

É uma experiência em tempo real de como pode ser o dinheiro no futuro: descentralizado, seguro e global.

No entanto, não nos esqueçamos que estamos ainda num território novo e, como tal, há riscos significativos associados.

Portanto, se estás a pensar em investir, faz a tua pesquisa e lembra-te: a Bitcoin não é para os fracos de coração.

Acima de tudo, a meu ver, só deves investir se na tua visão a Bitcoin tiver lugar no futuro da nossa sociedade.

Bem, o texto já vai longo, e muito mais poderia ser dito.

Apesar disso, já é uma excelente base para quem nunca se debruçou sobre o tema.

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Se não sabias, podes responder na mesma 😉

Por hoje, é tudo.

Boa noite de sono e até amanhã!

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