Boa noite!
No outro dia vi uma cobra de água. Dei por mim a pensar no quão fascinante é o mundo das cobras.
Desde aquáticas a terrestres, são um animal incrível e altamente temido. Principalmente por mim!
Fui, então, pesquisar para vos falar um pouco sobre este réptil.
Descobri que existem mais de 3.000 espécies conhecidas, espalhadas pelos diversos continentes.
Apesar de não terem patas, as cobras movem-se com agilidade. Utilizam os músculos do corpo e as escamas ventrais para deslizar silenciosamente.
Podem viver em ambientes muito variados, desde florestas tropicais a desertos escaldantes. Algumas são aquáticas e passam a maior parte do tempo na água.
Divido-as em dois grandes grupos: as venenosas e as não venenosas.
As venenosas, como a mamba-negra ou a cobra-real, usam o veneno para caçar ou se defender.
As não venenosas, como a jiboia ou a píton, matam as presas por constrição, enrolando-se em volta delas até as sufocar. Depois, engolem a presa inteira, mesmo que seja maior do que a sua cabeça.
Uma outra característica curiosa é a mudança de pele. As cobras mudam de pele várias vezes ao longo da vida para crescer ou para se livrar de parasitas.
Durante este processo, conhecido como ecdise, a cobra esfrega-se contra superfícies rudes para rasgar a pele velha. Depois, desliza para fora dela como se estivesse a tirar um fato.
As cobras não têm pálpebras, por isso não piscam. Em vez disso, têm uma escama transparente que cobre e protege os olhos.
Têm sentidos muito desenvolvidos, especialmente o olfato. Usam a língua bifurcada para “cheirar” o ambiente e localizar presas ou parceiros.
Interessante que, apesar da sua reputação, a maioria das cobras não representa perigo para os humanos. Apenas cerca de 15% das espécies têm veneno suficientemente forte para causar danos graves.
Na verdade, são animais solitários e evitam confrontos sempre que possível. Preferem fugir ou esconder-se a atacar.
As cobras têm um papel essencial nos ecossistemas, controlando populações de roedores e outras pragas. E são também, surpreendentemente, indicadoras da saúde ambiental.
Por isso, proteger as cobras é proteger o equilíbrio da natureza. E quanto mais as conhecemos, mais aprendemos a respeitá-las.
Vejam, ainda, este vídeo que explica de forma super simples como funcionam as cobras 🙂
Por hoje é tudo.
Até segunda,
Francisco

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