Olá!
Ontem fiquei a trabalhar até tarde e dei por mim a enganar-me para aí em uma de cada três palavras que teclava…
Como os erros eram quase todos trocas de letras, perguntei-me a mim mesmo se não estaria a ficar disléxico!
E pensei no facto de não saber muito sobre dislexia para além disso…
Do facto de os disléxicos trocarem letras quando escrevem e/ou leem.
Por isso decidi investigar e escrever-vos sobre dislexia.
Primeiro facto curioso:
Descobri que é muito comum!
Afeta cerca de 10% da população mundial, com graus variados de severidade, evidentemente.
Vamos então à definição formal…
A dislexia é um distúrbio de aprendizagem caracterizado pela dificuldade na leitura, escrita e compreensão de textos.
Atenção, não está ligado à inteligência!
Ou seja qualquer pessoa, tenha o QI que tiver, pode desenvolver dislexia.
Einstein, Leonardo da Vinci, Agatha Christie e Steven Spielberg eram disléxicos (Steven Spielberg ainda é!).
Esta condição está associada a um maior uso do hemisfério direito.
Ou seja, o hemisfério da criatividade e imaginação tende a ser mais ativo em disléxicos.
Nem tudo é mau!
Normalmente, a dislexia é associada a diferenças no funcionamento e estrutura de certas áreas do cérebro relacionadas com o processamento da linguagem.
Pode manifestar-se de diferentes formas…
Na leitura -> ler de forma lenta e com esforço, com erros frequentes na descodificação das palavras.
Na escrita -> erros ortográficos frequentes (não confundir com não saber escrever) e problemas com a organização e estruturação de frases.
Outros sinais -> dificuldade em distinguir a sequência de letras e números (ex.: confundir “b” e “d”, ou “31” com “13”).
Mas, então, o que causa a dislexia?
A dislexia propriamente dita, está quase sempre ligada a componentes genéticos e presente desde a infância.
(Visto que eu só agora é que comecei a trocar letras, devia ser só cansaço!)
Para se ter sintomas de dislexia em adulto geralmente são necessários fatores externos adquiridos (lesões ou doenças) ou contextuais (falta de ensino adequado).
O diagnóstico pode e deve ser feito por especialistas – psicólogos, fonoaudiólogos ou neuropsicólogos.
A avaliação inclui testes de leitura, escrita, memória e habilidades linguísticas.
A má noticia é que a dislexia não tem cura…
A boa é que, com intervenções e apoio adequados, as pessoas podem desenvolver estratégias eficazes para minimizá-la.
Embora ela não desapareça a 100%, é possível ter uma melhoria muito significativa.
Até já existem fontes especificamente desenhadas para disléxicos!
É o caso Dyslexie Font e da OpenDyslexic, projetadas para tornar os textos mais fáceis de ler.
Em suma, é verdade que a vida, por um lado, se torna mais dificultada para os disléxicos.
Principalmente pela forma como a sociedade e o ensino estão estruturados.
No entanto, estas pessoas têm, ao mesmo tempo, maior probabilidade de pensar “fora da caixa”.
Isto acontece devido ao modo único como o cérebro processa a informação.
Muitas vezes, este processamento leva a soluções inovadoras e abordagens criativas que escapam ao pensamento linear tradicional.
Basta pensar em Einstein ou Da Vinci…
E tu? Tens ou já lidaste de perto com dislexia?
Talvez serás ou conheces quem será o próximo Steven Spielberg…
Por hoje é tudo.
Amanhã cá estaremos.
Um abraço,
Francisco

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