67# Afinal, o que é o glúten?

Boa noite!

Hoje, por ótima sugestão de um leitor, vou falar-vos sobre o glúten. Mais especificamente sobre o impacto dele no corpo humano.

Sim, esse elemento que toda a gente fala, mas que me parece que a maior parte não sabe bem o que é.

Eu não sabia bem, confesso. Mas fui pesquisar para vos elucidar e…

O glúten é uma proteína presente em cereais como trigo, cevada e centeio. 

É responsável pela elasticidade das massas e pelo aspeto fofo do pão e de outros produtos de padaria que comemos diariamente.

Como sabemos, ao longo dos últimos anos, o glúten tornou-se um tema controverso, gerando debates sobre os potenciais efeitos na saúde. 

Muitas pessoas acreditam que evitar esta proteína traz benefícios, mesmo sem terem qualquer intolerância diagnosticada.

A doença celíaca é uma condição autoimune em que o consumo de glúten desencadeia uma resposta exagerada do sistema imunitário. Esta reação inflama e danifica o intestino delgado, dificultando a absorção de nutrientes essenciais.

Os sintomas da doença celíaca podem variar entre problemas gastrointestinais, fadiga crónica, perda de peso e até problemas neurológicos. O único tratamento eficaz é a eliminação total do glúten da alimentação.

Além da doença celíaca, existe a sensibilidade ao glúten não celíaca, uma condição em que o consumo de glúten provoca sintomas semelhantes aos da doença celíaca, mas sem causar danos intestinais. Esta condição ainda não está totalmente compreendida pela ciência.

O aumento da popularidade das dietas sem glúten levou à crença de que eliminar esta proteína melhora a digestão e promove uma vida mais saudável. No entanto, para quem não tem intolerância, não há evidências científicas de que uma dieta sem glúten traga benefícios.

Muitos produtos sem glúten são altamente processados e podem conter mais açúcares e gorduras do que as versões normais. Além disso, excluir o glúten sem necessidade pode levar a carências nutricionais, especialmente de fibras e algumas vitaminas do complexo B.

Outro mito comum é a ideia de que o glúten é um vilão moderno e que antigamente as pessoas não tinham problemas com ele. No entanto, a doença celíaca e outras intolerâncias sempre existiram, apenas não eram tão bem diagnosticadas como hoje.

A escolha de seguir uma dieta sem glúten deve ser bem fundamentada e, idealmente, acompanhada por um médico. 

Para quem não tem intolerância, uma alimentação equilibrada, com cereais integrais, pode ser mais benéfica do que uma restrição desnecessária.

A ciência continua a investigar os possíveis impactos do glúten em diferentes condições de saúde.

Para já, a evidência mostra que, para a maioria das pessoas, o glúten não representa qualquer perigo e pode fazer parte de uma alimentação saudável e variada.

Segue um curto vídeo que explica em melhor detalhe o que é, afinal, o glúten.

Por hoje é tudo.

Até amanhã,

Francisco

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