Boa noite!
Hoje vou falar-vos de um tema que ainda é tabu para alguns, muito embora já esteja bastante normalizado na sociedade em que vivemos: a marijuana.
Então, ela é uma planta da espécie Cannabis sativa e tem sido usada há milhares de anos para diversos fins, desde medicinais até recreativos e industriais.
O seu consumo tem gerado debates ao longo da história, oscilando entre a aceitação e a proibição em diferentes culturas e períodos.
Os efeitos da marijuana no organismo devem-se, em grande parte, aos seus canabinóides, compostos químicos que interagem com o sistema endocanabinóide do corpo humano.
Entre os compostos mais estudados estão o THC (tetrahidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), que apresentam propriedades distintas e influenciam o organismo de formas diferentes.
O THC é o principal composto psicoativo da planta, responsável pela sensação de euforia ou “moca” associada ao consumo recreativo. Atua ligando-se aos recetores CB1 no cérebro, afetando funções como a perceção, o humor e a memória. A intensidade dos seus efeitos varia conforme a dose e a tolerância do utilizador.
O CBD, por outro lado, não provoca efeitos psicoativos e tem sido amplamente estudado pelas suas potenciais propriedades terapêuticas. Acredita-se que possua efeitos ansiolíticos, anti-inflamatórios e analgésicos, sendo utilizado no tratamento de condições como epilepsia, ansiedade e dor crónica.
O equilíbrio entre THC e CBD nas diferentes variedades de marijuana influencia os seus efeitos.
Plantas com alto teor de THC tendem a ter efeitos mais intensos e psicotrópicos, enquanto aquelas ricas em CBD podem suavizar essas sensações e fornecer um efeito mais relaxante e medicinal.
Além destes dois compostos, a marijuana contém mais de cem outros canabinóides que ainda estão a ser investigados. Entre eles, encontram-se o CBG (cannabigerol) e o CBN (cannabinol), que podem ter propriedades terapêuticas complementares.
O uso medicinal da marijuana tem sido cada vez mais reconhecido em diversas partes do mundo.
Países como o Canadá, Portugal e alguns estados dos EUA legalizaram o seu uso para fins terapêuticos, com regulamentação específica para cada caso.
Apesar disso, o consumo recreativo continua a ser um tema controverso. Enquanto alguns países optaram pela legalização e regulação, outros mantêm políticas de proibição devido a preocupações com os potenciais riscos para a saúde mental e a dependência.
O estudo da marijuana e dos seus compostos continua a evoluir, proporcionando uma compreensão mais aprofundada dos seus efeitos e possíveis aplicações.
A investigação científica vai certamente determinar o seu papel no futuro da medicina e influenciar as políticas públicas sobre o seu uso.
E tu? Qual a tua opinião sobre o tema?
Deixo-vos este vídeo TED, sobre como a erva impacta o cérebro. E ainda este, que achei muito desconstrutor de mitos.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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