Olá!
Há uns tempos atrás li sobre o sistema de vigilância orwelliano que o Irão montou para controlar o seu povo e, principalmente, as suas mulheres.
Por isso decidi, investigar o seu sistema político (teocracia) que é diferente dos sistemas mais comuns – a democracia e o autoritarismo laico.
A teocracia é um sistema político em que o poder governamental está profundamente ligado à religião.
As leis e decisões políticas são orientadas por preceitos religiosos, sendo frequentemente interpretadas por líderes espirituais que assumem a governação.
Neste regime, não há uma separação clara entre religião e Estado, ou seja, o Estado, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Portugal, não é laico.
A autoridade divina é vista como a base legítima do poder político, e as leis civis são frequentemente adaptadas para refletir as doutrinas religiosas. Os governantes são, em muitos casos, considerados representantes diretos de uma entidade divina.
Um dos exemplos mais paradigmáticos de uma teocracia moderna é, como vos disse, o Irão.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o país adotou um sistema político conhecido como velayat-e faqih, que significa “governo do jurista islâmico”.
Este modelo combina elementos de democracia com teocracia, mas com clara predominância do poder religioso.
No Irão, o líder supremo, ou Rahbar, ocupa a posição mais alta no sistema político e religioso. Detém autoridade sobre as forças armadas, o sistema judicial e até as decisões políticas mais importantes. Este cargo é vitalício e é atribuído a um clérigo islâmico de alta reputação, escolhido por um conselho de especialistas.
Além do líder supremo, o sistema inclui um presidente eleito pelo povo, mas os seus poderes são limitados.
Todas as candidaturas a cargos políticos, incluindo a presidência, têm de ser aprovadas pelo Conselho dos Guardiões, um órgão composto por clérigos e juristas.
Este conselho garante que todas as leis e políticas estejam em conformidade com a sharia, a lei islâmica.
O impacto da teocracia no Irão é evidente na forte influência da religião na vida quotidiana.
Aspetos como o código de vestuário, a liberdade de expressão e os direitos das mulheres são rigidamente controlados com base em interpretações islâmicas.
Apesar de ser uma teocracia, o Irão enfrenta tensões internas, com movimentos de reforma e oposição crescente à influência religiosa no governo.
Este sistema é, claro está, frequentemente criticado por limitar liberdades individuais e impor restrições severas à sociedade.
Aconselho este vídeo elucidativo, que tem apenas 3 minutos!
Por hoje é tudo.
Resto de boa semana,
Francisco

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