Olá!
Já ouviram falar numa droga pior que a heroína?
O seu nome é desmorfina, mais conhecida por Krokodil.
Se já ouviram falar de Krokodil, sabem que o nome não é inocente.
Esta droga ganhou fama pelos efeitos devastadores, tanto no corpo como na vida dos utilizadores, deixando cicatrizes físicas e histórias de terror no seu rastro.
Conhecida também como “Poor Man’s Heroin” ou “Zombie Drug”, Krokodil é um opióide caseiro feito a partir de medicamentos com codeína e uma mistura assustadora de químicos como gasolina, ácido clorídrico, fósforo vermelho e diluentes de tinta.
Começou por ser uma tentativa de criar um substituto barato para a heroína, e transformou-se numa armadilha mortal ainda pior.
Os efeitos iniciais da droga são rápidos e intensos, criando uma euforia que dura menos de duas horas.
No entanto, esta curta duração leva a um ciclo de uso repetitivo e compulsivo, criando uma dependência quase imediata.
Os utilizadores descrevem a droga como mais viciante do que a heroína devido ao seu poder e curta meia-vida.
E depois vêm os danos. O nome “Krokodil” deriva das lesões que causa na pele, que se tornam escamosas, verdes e apodrecem como se fosse carne a desfazer-se.
As infeções, a gangrena e as amputações são complicações comuns, e as lesões podem espalhar-se rapidamente por todo o corpo, não apenas no local de injeção.
Além das consequências visíveis, Krokodil causa estragos no interior do corpo.
Falência de órgãos como fígado e rins, infeções sanguíneas, pneumonia, e até danos no sistema nervoso central são relatados frequentemente.
A esperança média de vida de um consumidor de Krokodil é de apenas dois anos, devido à toxicidade da droga e aos efeitos devastadores no corpo.
Na Rússia, onde a droga surgiu em meados dos anos 2000, a sua popularidade foi alimentada pela escassez de heroína e pelo baixo custo dos ingredientes.
Apesar de restrições recentes na venda de codeína terem reduzido os casos, a ameaça de Krokodil continua a existir em países como os EUA e a Alemanha.
Esta é, sem dúvida, uma das drogas mais destrutivas da história.
Se tiverem curiosidade em saber mais, deixo-vos 2 vídeos – este mais curto, este mais exaustivo, da VICE.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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