Boa noite!
Já alguma vez pensaram para onde vão os produtos depois de serem introduzidos nos ecopontos?
Eu pessoalmente, tinha algumas ideias soltas, mas não sabia ao certo.
Por isso, hoje, decidi explorar o tema da reciclagem.
Em Portugal, existem ecopontos para vidro (verde), papel e cartão (azul), e plástico e metal (amarelo). Há ainda um castanho, nalgumas localidades, que é destinado aos resíduos orgânicos.
Depois de recolhidos, os resíduos são transportados para centros de triagem, onde são separados e preparados para reciclagem. Dependendo do tipo de material:
- O papel e o cartão são são transformados em pasta de celulose, dando origem a novos produtos como guardanapos ou papel higiénico, num processo que aproveita as fibras recicláveis.
- O vidro de embalagem, devido à sua composição, é reciclado para produzir novas embalagens, mas não pode ser misturado com vidro de loiças ou cosméticos, para evitar contaminação.
- Os plásticos e metais passam por processos mecânicos e manuais, sendo separados por tipo, prensados, aquecidos e armazenados para reutilização ou criação de novas embalagens.
Existem 3 atores principais no processo:
- As Sociedades Ponto Verde (SPV) -> Coordenam a recolha e reciclagem de embalagens.
- As Câmaras Municipais-> Gerem a recolha de resíduos indiferenciados e, em algumas localidades, os resíduos orgânicos.
- As entidades privadas e industriais -> Gerem resíduos específicos, como os provenientes de construção ou eletrónicos.
No entanto, apesar de algumas melhorias na recolha seletiva ao longo da última década, os dados do relatório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), relativo a 2022, revelam uma situação preocupante no que toca à reciclagem em Portugal.
Com 77% dos resíduos a serem recolhidos de forma indiferenciada e apenas 21% provenientes da recolha seletiva, fica claro que ainda há um longo caminho a percorrer.
A elevada taxa de deposição em aterro, que atinge 57%, em contraste com apenas 16% dos resíduos urbanos encaminhados para reciclagem, é um alerta para a necessidade urgente de mudança.
A baixa percentagem de reciclagem de materiais como plástico (22%) e papel e cartão (47%), apesar do melhor desempenho do vidro (55%), demonstra que o esforço individual e coletivo pela separação de resíduos e uma gestão mais eficiente ainda está aquém do necessário.
Portugal promove campanhas de educação ambiental, como o “Reciclar é Dar+”, que incentivam as pessoas a adotar boas práticas de separação de resíduos, mas não parecem estar a ser suficientes.
Por isso, os meus 5 cêntimos são: chateiem os vossos amigos e familiares para fazerem a sua parte e ajudem a desfazer o mito de que “no final vai tudo para o mesmo sítio”.
Este vídeo super curto e interessante, mostra o processo de reciclagem das latas de alumínio no Brasil!
E por hoje é tudo.
Até para a semana,
Francisco

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