Boa noite!
Hoje, a propósito do conflito israel-palestina, lembrei-me de uma figura histórica sobre a qual faz todo sentido fazer uma newsletter.
Essa figura é nada mais nada menos que Yasser Arafat.
Nascido em 1929 e falecido em 2004, Arafat foi uma figura central no movimento nacionalista palestiniano e um dos líderes mais emblemáticos da luta pela autodeterminação da Palestina.
O seu nome de nascimento era Mohammed Abdel-Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini, mas é mais conhecido pelo seu nome de guerra, Yasser Arafat, e pelo kunya (título honorífico) Abu Ammar.
Arafat foi um dos cofundadores do Fatah (Movimento de Libertação Nacional da Palestina) em 1959, um dos principais grupos nacionalistas palestinianos.
O Fatah tornou-se parte central da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Em 1969, Arafat tornou-se presidente da OLP, uma organização criada em 1964 com o objetivo de lutar pela independência palestiniana.
Sob sua liderança, a OLP foi reconhecida como representante legítima do povo palestiniano, tanto no mundo árabe como internacionalmente.
Arafat esteve envolvido em várias fases do conflito israelo-palestiniano.
Durante as décadas de 1970 e 1980, a OLP foi acusada de estar ligada a atos de terrorismo, incluindo ataques a civis israelitas.
No entanto, nos anos 1990, Arafat passou a ser visto como um parceiro de paz após reconhecer o direito de Israel de existir e optar por uma solução negociada.
Em 1993, Arafat assinou os Acordos de Oslo com Israel, que resultaram no reconhecimento mútuo entre a OLP e o Estado de Israel. Este acordo levou à criação da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), da qual Arafat foi o primeiro presidente.
Em 1994, Arafat foi laureado com o Prémio Nobel da Paz, juntamente com os líderes israelitas Yitzhak Rabin e Shimon Peres, pelos esforços de paz nos Acordos de Oslo.
Nos anos 2000, a violência entre israelitas e palestinianos recrudesceu, especialmente durante a Segunda Intifada (2000-2005).
Arafat perdeu apoio tanto entre os palestinianos como na comunidade internacional.
Foi confinado pelas forças israelitas ao seu quartel-general em Ramallah, onde morreu em 2004.
A causa oficial da morte permanece controversa, com algumas investigações sugerindo envenenamento.
Ainda hoje, Yasser Arafat continua a ser uma figura controversa.
Para muitos palestinianos, é visto como o símbolo da luta pela autodeterminação e pelos direitos do seu povo.
No entanto, para muitos israelitas e críticos internacionais, é lembrado por não conseguir alcançar uma paz duradoura e por liderar movimentos acusados de terrorismo.
O seu papel no conflito israelo-palestiniano ainda suscita debates sobre as oportunidades e limitações da paz na região.
Para os que querem entender porque é que Arafat era tão controverso, podem ver este video.
Por esta semana é tudo.
Um abraço,
Francisco

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