Olá!
Hoje trago-vos um interessante e complexo tema, o qual vou tentar simplificar para o tornar compreensível.
Esse tema é a Web 3.0, a terceira geração da Internet.
Para dar algum contexto, a 1ª geração de internet que existiu (a Web 1.0), desde o início da década de 1990 até inícios de 2000, ficou conhecida como a Web Estática.
Os sites eram estáticos, com conteúdo fixo e pouca ou nenhuma interatividade. Os utilizadores eram apenas consumidores passivos de informações.
Ou seja, as páginas de empresas ou blogs simples funcionavam como “brochuras digitais”, feitas com HTML básico, links e imagens.
No início dos anos 2000, deu-se o começo da Web 2.0, ou Web Interativa e Social, que perdura até aos dias de hoje.
Ela tornou a internet mais interativa, com foco em colaboração e compartilhamento.
Foi também com ela que proliferaram plataformas como redes sociais, blogs dinâmicos e marketplaces.
Os utilizadores passaram a produzir conteúdo (User-Generated Content) e a interagir diretamente.
Surgiram linguagens mais avançadas como JavaScript e CSS, assim como APIs e, consequentemente, plataformas centralizadas como Google, Facebook, YouTube e Amazon.
No entanto, a centralização do poder e dos dados em grandes corporações, fez emergir questões de privacidade, censura e exploração de dados pessoais.
Essas questões foram as que, essencialmente, levaram ao recente nascimento da Web 3.0, estando nós, neste momento, acreditam alguns, num momento de disrupção.
Disrupção esta focada em descentralização, personalização e maior interatividade.
A Web 3.0 utiliza tecnologias emergentes como a blockchain, a inteligência artificial (IA), e o machine learning para criar uma experiência online mais inteligente, segura e centrada no utilizador.
O uso de tokens e contratos inteligentes (smart contracts) é defendido com vista a criar uma economia digital descentralizada. Exemplos incluem criptomoedas, NFTs (tokens não fungíveis) e DAOs (Organizações Autónomas Descentralizadas).
A interoperabilidade é também algo importante neste nova web, traduzindo-se na capacidade de plataformas, aplicações e serviços interagirem de maneira fluida e sem restrições impostas por provedores centralizados.
A utilização de tecnologias como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) pretendem criar uma experiência ainda mais imersiva.
Por fim, e talvez o mais importante, vem o tema da privacidade e segurança, asseguradas pelo uso de criptografia avançada e autenticação descentralizada de forma a proteger dados pessoais e evitar violações de privacidade.
Para os que se estão a questionar sobre a materialização desta web, deixo-vos alguns exemplos de aplicações em Web 3.0:
- Redes Sociais Descentralizadas: Redes que não dependem de servidores centrais, como Mastodon.
- Financeiras (DeFi): Plataformas como Uniswap, que permitem transações financeiras sem intermediários.
- Propriedade Digital: Uso de NFTs para representar ativos digitais, como arte, música ou terrenos no metaverso.
Como de costume, para os mais visuais e para consolidar a leitura, deixo-vos 2 vídeos que explicam sinteticamente a Web 3.0 – aqui e aqui.
Por hoje é tudo.
Até amanhã,
Francisco

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