Boa noite e bom início de semana!
Hoje o tema é leve e sem cafeína, para dormirmos bem e nos prepararmos para a noite de amanhã 😉
Há alguns anos, deixei de beber café porque me deixava ansioso. Como gosto do sabor do café, comecei a beber descafeinado.
Várias vezes, ouvi avisos de que o descafeinado fazia mal, alegadamente por causa do processo que realiza a remoção da cafeína.
Decidi, claro, investigar.
Vamos começar pelo café e pela cafeína…
A cafeína é um composto que nasce naturalmente na planta da qual o café é originado – a Coffea.
A Coffea tem grãos, que são as sementes dos seus frutos, conhecidos como cerejas de café.

Essas ‘cerejas’ passam por um processo de colheita, secagem e torrefação antes de se tornarem o produto que conhecemos.
O processo é o seguinte:
- Cultivo: As plantas de café crescem em altitudes que variam entre 600 a 2.000 metros, dependendo da espécie.
- Colheita: Os grãos da planta são colhidos, de forma manual ou mecanizada.
- Processamento dos grãos: Os grãos passam por um processo para remover a polpa antes de serem preparados para a torrefação.
- Torrefação: Os grãos verdes são torrados para desenvolver o sabor e o aroma característicos do café.
- Moagem e consumo: Os grãos torrados são moídos e juntos com água.
Quanto ao descafeinado, descobri que existem, não um, mas três processos mais comuns de descafeinização, realizados antes da torrefação, sendo eles:
- Com solventes químicos: Os grãos de café são primeiro humedecidos com água ou vapor para abrir os poros. Depois, a cafeína é extraída usando um solvente, como acetato de etilo ou cloreto de metileno. Posteriormente, os grãos são enxaguados para remover os resíduos do solvente. Este método é amplamente utilizado e seguro, apesar do receio que o nome dos químicos possam causar. (ufa!)
- Com água (Swiss Water Process): É um processo natural e sem químicos. Os grãos de café são imersos em água quente, que dissolve a cafeína e outros compostos solúveis. A água é aproveitada e passa por um filtro de carvão que retém apenas a cafeína, ficando os outros compostos que dão o sabor.
- Com dióxido de carbono supercrítico: Este método usa dióxido de carbono (CO₂) em estado supercrítico (uma forma entre líquido e gás). O CO₂ é injetado através dos grãos sob alta pressão, extraindo seletivamente a cafeína sem afetar os compostos aromáticos.
Segundo a minha pesquisa, nenhum dos processos é melhor que outros, todos têm as suas particularidades e são seguros, se bebidos em quantidades moderadas (a dose faz o veneno!).
Importa referir, ainda, que o descafeinado, mesmo depois de qualquer processo, contém uma pequena quantidade de cafeína, geralmente entre 1% a 3% do conteúdo original.
Um vídeo que me ajudou bastante a perceber tudo isto foi este. Para a informação sobre os processos vê apenas entre os 5 e os 10 minutos.
Agora, quando alguém comentar contigo que o descafeinado faz mal, já estás informado sobre o assunto!
Por hoje é tudo.
Uma ótima semana e até amanhã 😉
Francisco

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