25# O descafeinado faz mal?

Boa noite e bom início de semana!

Hoje o tema é leve e sem cafeína, para dormirmos bem e nos prepararmos para a noite de amanhã 😉

Há alguns anos, deixei de beber café porque me deixava ansioso. Como gosto do sabor do café, comecei a beber descafeinado.

Várias vezes, ouvi avisos de que o descafeinado fazia mal, alegadamente por causa do processo que realiza a remoção da cafeína.

Decidi, claro, investigar.

Vamos começar pelo café e pela cafeína…

A cafeína é um composto que nasce naturalmente na planta da qual o café é originado – a Coffea.

A Coffea tem grãos, que são as sementes dos seus frutos, conhecidos como cerejas de café.

Essas ‘cerejas’ passam por um processo de colheita, secagem e torrefação antes de se tornarem o produto que conhecemos.

O processo é o seguinte:

  • Cultivo: As plantas de café crescem em altitudes que variam entre 600 a 2.000 metros, dependendo da espécie.
  • Colheita: Os grãos da planta são colhidos, de forma manual ou mecanizada.
  • Processamento dos grãos: Os grãos passam por um processo para remover a polpa antes de serem preparados para a torrefação.
  • Torrefação: Os grãos verdes são torrados para desenvolver o sabor e o aroma característicos do café.
  • Moagem e consumo: Os grãos torrados são moídos e juntos com água.

Quanto ao descafeinado, descobri que existem, não um, mas três processos mais comuns de descafeinização, realizados antes da torrefação, sendo eles:

  • Com solventes químicos: Os grãos de café são primeiro humedecidos com água ou vapor para abrir os poros. Depois, a cafeína é extraída usando um solvente, como acetato de etilo ou cloreto de metileno. Posteriormente, os grãos são enxaguados para remover os resíduos do solvente. Este método é amplamente utilizado e seguro, apesar do receio que o nome dos químicos possam causar. (ufa!)
  • Com água (Swiss Water Process): É um processo natural e sem químicos. Os grãos de café são imersos em água quente, que dissolve a cafeína e outros compostos solúveis. A água é aproveitada e passa por um filtro de carvão que retém apenas a cafeína, ficando os outros compostos que dão o sabor.
  • Com dióxido de carbono supercrítico: Este método usa dióxido de carbono (CO₂) em estado supercrítico (uma forma entre líquido e gás). O CO₂ é injetado através dos grãos sob alta pressão, extraindo seletivamente a cafeína sem afetar os compostos aromáticos.

Segundo a minha pesquisa, nenhum dos processos é melhor que outros, todos têm as suas particularidades e são seguros, se bebidos em quantidades moderadas (a dose faz o veneno!).

Importa referir, ainda, que o descafeinado, mesmo depois de qualquer processo, contém uma pequena quantidade de cafeína, geralmente entre 1% a 3% do conteúdo original.

Um vídeo que me ajudou bastante a perceber tudo isto foi este. Para a informação sobre os processos vê apenas entre os 5 e os 10 minutos.

Agora, quando alguém comentar contigo que o descafeinado faz mal, já estás informado sobre o assunto!

Por hoje é tudo.

Uma ótima semana e até amanhã 😉

Francisco

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