19# Injetáveis ou implantes: o que são os Esteroides Anabolizantes?

Boa noite!

Hoje quero falar-vos de esteróides anabolizantes (EA).

Eu gosto muito de fazer ginásio e, entre o pessoal que vai consistentemente, é comum fazermos piadas sobre esteroides.

No entanto, a verdade é que a maioria de nós já ouviu falar, com sorte até já viu algum vídeo ou artigo relacionado, mas não sabemos ao certo o que são.

Por essa razão, achei interessante trazer alguma informação sobre este tema.

Porque o meu objetivo é que o vosso cérebro fique muito potente, como se tivesse em esteroides!

Piadas à parte, o que são os esteroides anabolizantes?

Os EA são substâncias sintéticas derivadas da mais conhecida hormona masculina – a testosterona.

Eles foram desenvolvidos para fins médicos, embora, hoje em dia, também sejam amplamente utilizados (e muitas vezes abusados) para aumentar o desempenho físico e a aparência.

Têm 2 funções principais:

Função anabólica -> Estimula o crescimento de tecidos corporais, especialmente o crescimento muscular, promovendo a síntese de proteínas nas células.

Função androgénica -> Responsável por características masculinas, como crescimento de pelos, voz mais grave e maior densidade óssea.

Quando prescritos para uso medicinal, ajudam em tratamentos como a deficiência hormonal masculina, a perda muscular severa (devido a doenças como o cancro ou HIV), a anemia ou até distúrbios de crescimento, para dar alguns exemplos. 

Já quando utilizados de forma não convencional, normalmente são tomados para aumentar a massa muscular, reduzir o tempo de recuperação após treinos intensos e melhorar o desempenho físico.

Como todos sabemos, este uso não medicamente acompanhado acarreta diversos riscos, sendo os mais comuns:

  • Problemas cardíacos (enfarte e hipertensão);
  • Danos no fígado;
  • Infertilidade e impotência;
  • Mudanças comportamentais (agressividade e depressão);
  • Acne severa e queda de cabelo.

De notar, que, logicamente, nas mulheres que o fazem, dá-se uma masculinização, visível desde logo pelo engrossamento da voz.

Existem 5 formas de tomar EA, sendo elas, da mais para a menos comum:

  1. Injetáveis: Normalmente aplicados nos glúteos, coxas, ou ombros (músculos maiores para evitar complicações).
  2. Comprimidos ou cápsulas: Têm efeitos mais rápidos, mas duração menor. São mais danosos para o fígado quando comparados com os injetáveis.
  3. Géis ou cremes transdérmicos: Geralmente usados em terapias de reposição de testosterona. Permitem uma libertação mais gradual da hormona, embora seja mais difícil precisar a quantidade.
  4. Adesivos transdérmicos: São adesivos que se colam na pele e proporcionam uma libertação lenta pelo organismo.
  5. Implantes subcutâneos: Desta forma, a testosterona vai sendo libertada ao longo do tempo, periodicamente.

Apesar dos riscos, a utilização de EA receitada por médicos têm-se normalizado cada vez mais, principalmente entre homens na meia idade, que vão naturalmente perdendo alguma energia e jovialidade consoante vão envelhecendo, muito por causa do decrescimento da testosterona.

O tratamento mais conhecido para estes casos chama-se Terapia de Reposição de Testosterona (TRT).

Visa corrigir a queda natural nos níveis de testosterona que ocorre com o envelhecimento.

Um dos casos mais paradigmáticos que, embora não assumido publicamente, é fortemente associado à TRT é o de Jeff Bezos, fundador da Amazon e um dos homens mais ricos do planeta.

Já falei dos riscos associados, mas é também importante falar de alguns benefícios a ser tidos em conta na tomada de testosterona, principalmente a partir de uma certa idade.

Para além do aumento da massa muscular e da densidade óssea, o TRT aumenta a vitalidade, energia, o desejo sexual, assim como a função erétil (embora seja necessária a toma constante).

Para além disso, há ainda estudos que apontam para a melhoria da qualidade do sono, da clareza mental e da cognição.

Posto isto, e para finalizar, eu diria que os EA têm prós e contras (como tudo na vida), mas pensar em tomá-los requer uma reflexão profunda sobre a necessidade de o fazer e, claro, uma meticulosa análise de custo/benefício.

Para os leitores mais visuais, deixo ainda um pequeno video que explica o tema.

E, por hoje é tudo!

Até amanhã,

Francisco

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