16# A Lei de Murphy e porque não a devemos esquecer

Olá!

Que tal de início de semana?

Hoje, no trabalho, estava a discutir com um colega sobre aquilo que poderia dar errado num projeto.

Isso relembrou-me da lei de Murphy!

Já ouviram falar?

Esta lei afirma que:

“Se algo pode dar errado, então dará errado.” (“if anything can go wrong, it will”, na versão original)

Traduzido para o dia-a-dia: Se o computador pode pifar, ele vai pifar antes de enviarmos o trabalho que demorámos meses a fazer e do qual não temos um backup.

Ou, mais simples: Se deixarmos o pão cair ao chão, então o lado da manteiga vai cair para baixo!

A origem desta “lei” é atribuída ao engenheiro aeroespacial americano Edward A. Murphy Jr.

Surgiu, em 1949, durante testes de força gravitacional na Força Aérea dos EUA. 

Um técnico errou na instalação de sensores, o que, supostamente, levou Murphy a dizer algo como:
“Se há uma forma de fazer errado, ele fa-lo-á.”

O conceito foi rapidamente adotado na cultura popular, principalmente em contextos de engenharia e gestão de projetos, mas também no dia-a-dia.

Apesar de soar pessimista, a Lei de Murphy é geralmente interpretada de forma humorística e filosófica, como uma forma de reconhecer que os imprevistos são inevitáveis e que não devemos esquecê-los.

E, embora haja a abordagem humorística, a Lei de Murphy reflete algumas coisas que nos deviam deixar a pensar…

Em primeiro lugar, a probabilidade e o caos – em sistemas complexos, há mais maneiras de algo dar errado do que certo.

Em segundo, a prevenção de erros, visto que este pensamento incentiva a antecipação de falhas e um planeamento mais meticuloso.

E, por fim, não esquecer a psicologia humana – as pessoas tendem a lembrar-se mais das coisas que correram mal do que das que correram bem.

No fundo, a Lei de Murphy pode ser vista como negativismo puro, mas também como um alerta para tomar todas as precauções possíveis e imaginárias…

Por mais chato e custoso que isso seja!

A forma como eu a encaro é, no fundo, uma forma engraçada de abordar a imprevisibilidade da vida.

E posso dizer-vos que me lembro sempre dela quando estou a fazer algo com importância elevada.

Porque relembra-me da probabilidade de algo que eu não quero que aconteça acabe por acontecer.

Se quiserem, em menos de 5 minutos, perceber esta lei de uma maneira mais visual, então aconselho-vos este video.

Por hoje é tudo 😉

Até amanhã,

Francisco

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