4# O último bastião soviético na Europa

Boa noite!

Hoje vamos falar sobre um país que não existe.

Quer dizer…

Existir até existe, mas não é reconhecido como tal.

Refiro-me à Transinítria…

Já ouviram falar?

A Transnístria é uma região separatista no leste da Moldávia, situada entre o rio Dniester e a Ucrânia. 

Em 1990, autoproclamou-se independente, mas nenhum país reconhece oficialmente o seu estatuto, nem mesmo a Rússia, o seu principal aliado. 

A região é um dos últimos bastiões soviéticos na Europa, com monumentos de homenagem a Lenin e símbolos comunistas ainda muito presentes no dia a dia.

Vejam a bandeira:

A disputa pela Transnístria começou durante o colapso da União Soviética, em 1990, quando tensões entre a maioria moldava e a minoria russa/ucraniana explodiram. 

Em 1992, a Moldávia e os separatistas enfrentaram-se numa breve guerra, que terminou com um cessar-fogo mediado pela Rússia. 

Desde então, a região opera como um Estado de facto, com governo, moeda e exército próprios…

A moeda do “país” é o Rublo Transnítrio e as moedas são….

Bem, são feitas de plástico!

Talvez fique explícito a razão pela qual a Transnítria é oficialmente considerada parte da Moldávia, por todos os países do mundo.

Contudo, a presença russa na Transnístria continua a ser um ponto de pressão geopolítica. 

Moscovo mantém tropas na região sob o pretexto de “manutenção da paz”, enquanto a Moldávia luta por maior integração europeia. 

A economia transnístria é fortemente dependente de subsídios russos, com indústrias pesadas e contrabando a dominar.

A arquitetura preserva uma estética completamente soviética, visível nas ruas e nos edifícios.

Tiraspol, a capital da Transnístria, é pequena e calma, mas cheia de surpresas, como tanques soviéticos em exposição e mercados que misturam elementos modernos com o estilo da era comunista.

A região também é um mosaico cultural, habitado por moldavos, russos e ucranianos, com o russo como língua principal. 

No entanto, a instabilidade política e a proximidade com a guerra na Ucrânia têm aumentado as tensões, tornando a Transnístria uma peça importante no tabuleiro geopolítico do Leste Europeu.

Ao mesmo tempo, é também um enigma diplomático sem solução à vista.

Pelo contrário, a newsletter de hoje tem um fim vista.

E aqui está ele.

Mas, já sabes, se tiveres algum comentário, responde a este email.

Um abraço,

Francisco

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