Boa noite!
Hoje trago um tema pelo qual me interesso bastante, embora nunca me tenha debruçado sobre ele tanto quanto gostava.
Já ouviram falar em Programação Neurolinguística (PNL)?
Pois bem, a PNL é uma abordagem que estuda como o cérebro, a linguagem e os comportamentos estão interligados.
Começou por ser desenvolvida nos anos 1970 por Richard Bandler e John Grinder.
O objetivo? Identificar padrões de excelência no pensamento e comportamento humano e replicá-los para melhorar o desempenho e a comunicação.
Decompondo em partes…
- Programação: Refere-se aos padrões de pensamento e comportamento que desenvolvemos ao longo da vida (o algoritmo cerebral, como gosto de lhe chamar).
- Neuro: Está relacionado com os processos neurológicos e como o cérebro processa informação.
- Linguística: Refere-se à linguagem e como ela influencia o pensamento e as ações.
A PNL pode ajudar em variadíssimas coisas, tais como:
- Tornar a comunicação mais eficaz e empática.
- Superar crenças limitadoras.
- Melhorar a autoestima e a autoconfiança.
- Reduzir stress e ansiedade.
- Gerir melhor reações emocionais.
- Mudar hábitos e comportamentos.
- Superar fobias, vícios ou comportamentos prejudiciais.
Mas como é que isso se faz?
Em que é que PNL consiste especificamente?
Não sendo eu um especialista, vou tentar dar-vos um exemplo prático.
Uma técnica usada em PNL para controlar o nervosismo antes de falar em público seria algo do género…
- Identificar um momento positivo: Lembrar uma situação em que nos sentimos muito confiantes e tranquilos, como uma conversa em que brilhámos.
- Revivê-lo: Fechar os olhos e imaginar esse momento em detalhe – o que vimos, ouvimos e sentimos. Quanto mais vivida a memória, melhor.
- Criar uma âncora: Associar essa emoção positiva a um gesto simples, como apertar ligeiramente os dedos ou tocar no pulso.
- Repetir: Fazer este exercício várias vezes, criando um padrão que associa o gesto ao sentimento de confiança.
- Usar na prática: Antes de subir ao palco, fazer o gesto (apertar os dedos, por exemplo), sendo que o cérebro associa-lo-á automaticamente ao estado de confiança que foi treinado.
Ao fim e ao cabo, trata-se de reprogramar a mente.
Serve para nos focarmos em determinadas emoções em momentos específicos.
Apesar de tudo PNL é ainda considerada uma pseudociência…
Na medida em que não tem base científica robusta e replicável.
Quer isto dizer que estudos rigorosos muitas vezes falharam em comprovar a eficácia universal das suas práticas.
No entanto, apesar da falta de comprovação científica…
Muitas pessoas relatam benefícios práticos com a sua utilização no dia-a-dia.
Não advogando contra nem a favor, acho que, se tem resultados empíricos, vale a pena, pelo menos, explorar o conceito.
E tu? Já conhecias PNL?
Por hoje, estes foram os meus 2 cêntimos.
Um abraço e voltamos na segunda.
Bom fim de semana!
Francisco

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